segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Corruto, corruptor ou hipócrita


Todos nós estamos sujeitos ao assédio da corrupção. Porque alguns dizem não e outros, sim?

Desde cedo somos educados para as relações mais básicas de convivência: "por favor", "com licença", "obrigado". São palavrinhas que nossos pais (ou educadores) nos ensinam. E, até instintivamente usamos. Nossa sociedade exige e relaciona tais palavras ao conceito de bem educado. Mas, quando o tema é honestidade, há uma hipocrisia generalizada. Muitas pessoas que defendem a bandeira da honestidade, quando expostas à menor situação de ameaça desce do palanque e passa a ser corruptor ou corrompido. É só analisarmos o que faríamos se encontrássemos uma carteira cheia de dinheiro. Devolveríamos o dinheiro ou apenas os documentos? E se estivéssemos sendo multados pelo fiscal da Receita Federal num valor significante e tivéssemos a chance de "negociar", optaríamos pela "negociação" ou pelo certo? E se pra ser aprovado num grande concurso público pudéssemos contar "com uma ajuda" do fiscal de provas? Em todas essas situações nosso equilíbrio é posto à prova e como é difícil fazer o bem, fazer o certo. Todas as decisões que tomamos serão arquivadas em nosso banco de dados pessoal, a "consciência". Fazer o bem, embora seja o certo é sempre difícil especialmente quando nos falta referência da infância, dos pais ou de alguém da sociedade. E por falar em referência social, as referências que têm sido produzidas nestes últimos 20 anos têm sido tão questionáveis, não? São cantores com músicas de sucesso e letras sem sentido; Jogadores que alcançaram a riqueza, mas não estudaram. São astros da TV que tem forma física invejável, mas intelecto discutível e por aí vai.
Ainda bem que para quem é cristão a figura de Jesus Cristo é imutável.
No mais nós sempre temos duas escolhas. Fazer o bem ou nos corrompermos (e sermos hipócritas). Ninguém pode dizer que é totalmente correto, mas precisamos lutar a cada dia por uma vida que sirva de referência. Afinal, se nós desistirmos o que será dos nossos herdeiros. 

Francisco Lázaro
fcolazarosousa@hotmail.com
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